Existem doenças sociais iguais a certas doenças comuns aos
seres humanos. Parece tudo bem com a vida que flui em plena normalidade, quando
se descobre uma doença em avançado estágio e a vida numa fase terminal.
Um dos males sociais é a divisão social do trabalho, que se amplia dia a dia, sem a consciência dos trabalhadores, sendo eles a massa social o mal é a sociedade, ou a sociedade é o próprio mal. A terceirização em discussão no congresso ilustra.
Soluções ilusórias até surgem, favorecendo por tempo limitado pequenos grupos, o que não se pode classificar como ganho social.
Efeito Orlof, aquele do
que amanhã eu serei um desempregado, um excluído como ele, são meus velhos conhecidos, mas vou me preocupar quem sabe, só amanhã.
O golpe de 64 iniciou o desmonte de um espírito social em
construção, que nasceu com a CLT, em bem de toda sociedade,
empregada ou não. Seqüestraram a dignidade da classe política, que seqüestrou
a estabilidade, o direito do empregado a participar do capital da empresa, para o estado criar o FGTS com um discurso demagógico enaltecendo o trabalhador, mas na realidade
financiou e financia grandes construtoras e rendas estratosféricas, menos de trabalhador. Como foi
anunciado agora pela Presidenta Dilma: o FGTS financiará até 750 mil; isto é para rendão, nunca para salário, pois o mercado por si só exclui a possibilidade de financiamento de valores pequenos. Não é novidade, e basta ver a quem são dirigidos os classificados desde a década de 70, por todo país.
Hoje existe uma terceirização totalmente informal que avança sobremaneira na classe trabalhadora
dos bancários, transformou a caixa do supermercado, e de outras lojas em ‘bancários
terceiros’, desclassificados e desassistidos, em troca de que? O efeito Orlof: quantas agências fecharam depois disto? Quantos empregos deixaram de existir
depois disto? Pode-se garantir os ganhos sociais dos bancários a estes trabalhadores de lotéricas, farmácias, açougues...? E Garantindo, pode-se ampliar as categoria a que eles fazem parte???
Fundamental trabalhar para o futuro. Discurso e promessa não é herança.