segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Banho de cachoeira.

Tarde soleada.
De bombacha cinza e sem camisa,
sorriso maroto de quem nunca rejeitou a lida,
Com carinho olhou pra velha
como que dizendo:
até já.

Seguiu bordeando a sanga,
que ladeava o rancho
rumo a cachoeira.

Mateou solita na sombra da bergamoteira,
escutando no correr das águas,
velhas cantigas e assobios.

No fogão uma galinha com arroz.
No pasto a novilha do leite gordo.

Por que não um mate com o velho
lá na cachoeira? 

Por que não um banho?

com seu sorriso missioneiro,
herança bugra,
como o velho,
seguiu bordeando a sanga,
como que dizendo:
 o já, já é.

E assim...
o jaz.