Em 1964, com 13 anos,
minha infantil adolescência já tina algumas visões de mundo a partir de
observações comentadas por um amigo.
O Tempo seguiu, fiquei
jovem, buscando ver o mundo acompanhado pelas observações do velho amigo a envelhecer.
Lembro de um comentário que ele repetia e repetia, referido-se ao general Goubery, quem eu não sabia direito quem era, mas só o fato de saber que se tratava de um general sabia o suficiente para saber que ninguém podia mandar mais, nem o papa. Mais que divino.
Lembro de um comentário que ele repetia e repetia, referido-se ao general Goubery, quem eu não sabia direito quem era, mas só o fato de saber que se tratava de um general sabia o suficiente para saber que ninguém podia mandar mais, nem o papa. Mais que divino.
Meu amigo dizia: “Já
estou velho e não vou ver, mas Goubery há de morrer”.
Estranhava ele falar
assim, deviam ter eles mesma idade.
Tempo passou, meu amigo e o general morreram, e agora
o velho sou eu, e também não sei se verei a morte de Goubery, que segue vivo na
estrutura política do Brasil, adorada e venerada pela direita e pela corrupção.
