sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Reforma Política


Em 1964, com 13 anos, minha infantil adolescência já tina algumas visões de mundo a partir de observações comentadas por um amigo.

O Tempo seguiu, fiquei jovem, buscando ver o mundo acompanhado pelas observações do velho amigo a envelhecer.

Lembro de um comentário que ele repetia e repetia, referido-se ao general Goubery, quem eu não sabia direito quem era, mas só o fato de saber que se tratava de um general sabia o suficiente para saber que ninguém podia mandar mais, nem o papa. Mais que divino.

Meu amigo dizia: “Já estou velho e não vou ver, mas Goubery há de morrer”.

Estranhava ele falar assim, deviam ter eles mesma idade.

Tempo passou, meu amigo e o general morreram, e agora o velho sou eu, e também não sei se verei a morte de Goubery, que segue vivo na estrutura política do Brasil, adorada e venerada pela direita e pela corrupção.