A esquerda reside nas
demandas coletivas dos oprimidos, que são a maioria absoluta da população, a
grande massa.
Todos os partidos de esquerda são formados, na sua maioria, por pessoas com
nível social e intelectual, diferente ao da maioria dos oprimidos, mas com uma pauta,
programa, objetivo, orientados na luta por políticas publicas, que atendam as
demandas dos oprimidos.
Por sua vez, embora a esquerda residir nas demandas dos oprimidos, os
oprimidos só serão a esquerda ou de esquerda, quando se assumirem oprimidos, quando
não pensarem como o opressor, quando tiverem sua própria cultura, quando
determinarem e conhecerem seus próprios valores. Mais ou menos assim falou um
velho índio lá do Uruguai, numa festa do PT.
O oprimido nada mais é do que o elemento de cobiça na disputa pelo poder,
sem entender que ele é o poder, não tem um mínimo de informação política, mas
tem um monte de desinformação política, fartamente distribuída pelo opressor
através da mídia: na manchete, esporte, policia e palavras cruzadas, do
programinha infantil ao filme da madrugada.
Os partidos de esquerda devem ter compromisso com os oprimidos, sem a
necessidade de se comerem de se urubusarem, querendo um ser mais de esquerda
que o outro, sem importar se nesta disputa recorrem a táticas do opressor para
desarticular um mínimo conquistado pelo oprimido, e até mesmo a utilização da
raiva do opressor sobre a fragilidade do oprimido. Os partidos de esquerda se
solidarizam pelo bem dos oprimidos e devem buscar com estes, além de suas
demandas, formação política, que facilite a emancipação social(política), passo
fundamental para uma democracia legítima.
A falta de consciência do oprimido garante o estado como propriedade privada
do opressor e o oprimido, propriedade do estado, é ele com o seu suor e seu
futuro quem paga a conta das irresponsabilidades e alimenta as corrupções. Pagar
conta com o futuro é matar crianças, no mínimo negar a elas condição de se
criarem com saúde e educação.