O velho
quando piá se encantou ao escutar uma vó falar como uma guriazinha: “a mamãe”;
magia, música, oração, como se o tempo não tivesse passado, o espaço não existisse
e ninguém tivesse ido a lugar algum. Carinho, valor humano que as vezes parece
trafegar pelo acostamento.
Referindo-se
a fatos de quase um século atrás, possibilitou abrir picada na história contada
um dia, pela mamãe e pela vó, para a gurizada da casa. É temerário comentar
constrangimentos com piá. Risco de lambança.
A mamãe,
viúva, com mais de cinquenta anos pariu um bebê, uma guria. E quando aquela vó,
mocinha ainda, casou, assumiu a maternidade da guriazinha, sua irmãzinha.
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Ser mãe é o
maior culto à Humanidade, à Solidariedade. É dar de si, dividir-se com quem nem
se sabe quem, a não ser que será um filho, mais um ser humano.
A
humanidade é um grande conjunto de mães. Cada ser humano é um filho e parte de
uma mãe e que pode se renovar em mães pela filhas mulheres. A mãe inspira toda
formação solidária do ser humano, nas e pelas mais variadas formas de
organização social.
Aquela
"mamãe", viva e presente pela parte que solidariamente se dividiu com a vó, filha
e mãe de uma filha, que foi mãe de filhas; nasceu no feudalismo! também no nome
carregou a solidariedade de uma tal Conceição, que era Marques, identidade
para o seu batismo, casamento e registro das filhas e filhos. Seu casamento foi
o primeiro a ser registrado no livro do Cartório de Santiago - RS. Caetana Marques da Conceição. Coisa da nova ordem
republicana.
A lambança
evitada aconteceu no final da Grande Guerra.