quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mamãe


O velho quando piá se encantou ao escutar uma vó falar como uma guriazinha: “a mamãe”; magia, música, oração, como se o tempo não tivesse passado, o espaço não existisse e ninguém tivesse ido a lugar algum. Carinho, valor humano que as vezes parece trafegar pelo acostamento.

Referindo-se a fatos de quase um século atrás, possibilitou abrir picada na história contada um dia, pela mamãe e pela vó, para a gurizada da casa. É temerário comentar constrangimentos com piá. Risco de lambança.

A mamãe, viúva, com mais de cinquenta anos pariu um bebê, uma guria. E quando aquela vó, mocinha ainda, casou, assumiu a maternidade da guriazinha, sua irmãzinha.
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Ser mãe é o maior culto à Humanidade, à Solidariedade. É dar de si, dividir-se com quem nem se sabe quem, a não ser que será um filho, mais um ser humano.
A humanidade é um grande conjunto de mães. Cada ser humano é um filho e parte de uma mãe e que pode se renovar em mães pela filhas mulheres. A mãe inspira toda formação solidária do ser humano, nas e pelas mais variadas formas de organização social.

Aquela "mamãe", viva e presente pela parte que solidariamente se dividiu com a vó, filha e mãe de uma filha, que foi mãe de filhas; nasceu no feudalismo! também no nome carregou a solidariedade de uma tal Conceição, que era Marques, identidade para o seu batismo, casamento e registro das filhas e filhos. Seu casamento foi o primeiro a ser registrado no livro do Cartório de Santiago - RS. Caetana Marques da Conceição. Coisa da nova ordem republicana.


A lambança evitada aconteceu no final da Grande Guerra.